Em causa está o novo regime de entrada de imigrantes em
Portugal, que prevê uma facilitação de emissão de vistos para os cidadãos da
CPLP, no âmbito do Acordo sobre a Mobilidade entre Estados-membros
O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho,
afirmou esta quarta-feira que as alterações à lei dos estrangeiros
“correspondem inteiramente” ao interesse português e não são uma medida de
simpatia ou de concessão a outros países.
“Não estamos a fazer por concessão a um pedido de outros países,
nem para sermos simpáticos uns para os outros”, afirmou o ministro, que está a
ser ouvido na comissão parlamentar dos Negócios Estrangeiros e Comunidades
Portuguesas.
O esclarecimento surgiu em resposta ao deputado Pacheco de
Amorim (Chega), que quis saber sobre uma eventual reciprocidade dos países que,
na sua opinião, beneficiam do acordo de mobilidade entre os países da
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
“O acordo de mobilidade foi muito impulsionado por Portugal. Não
nasceu no ano passado ou há dois anos, quando foi acordado”, disse João Gomes
Cravinho.
O novo regime de entrada de imigrantes em Portugal, que prevê
uma facilitação de emissão de vistos para os cidadãos da CPLP, no âmbito do
Acordo sobre a Mobilidade entre Estados-membros, entrou em vigor em outubro de
2022.
O novo modelo, que permite a Portugal atribuir uma autorização
de residência de forma automática aos imigrantes da CPLP, entrou em vigor a 01
de março deste ano.
Em relação às alterações à lei
dos estrangeiros, o ministro assegurou que estas foram decisões de Portugal.
“São decisões nossas” que “correspondem inteiramente ao nosso
interesse”, prosseguiu.
E explicou que, na base destas alterações, esteve “o interesse
nacional, face a um quadro demográfico negativo”, e que as necessidades da
economia nacional mais facilmente encontram resposta junto de populações que já
falam português.
“A abertura de portas a brasileiros, a cidadãos
oriundos de países africanos e de Timor-Leste é extremamente favorável para nós
e, por isso, propusemos alterações à lei dos estrangeiros”, disse.
Sobre as leis dos estrangeiros nos países da CPLP, João Gomes
Cravinho afirmou que se trata de situações muito diferentes entre si.
“Em alguns países estão em causa revisões das leis dos
estrangeiros e outros estão satisfeitos com as suas leis”, disse.
A CPLP integra Angola, Brasil, Cabo Verde,
Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e
Timor-Leste.
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Fonte: CNN / Política
https://cnnportugal.iol.pt/gomes-cravinho/joao-gomes-cravinho/alteracoes-a-lei-dos-estrangeiros-correspondem-inteiramente-ao-interesse-de-portugal-nao-e-para-sermos-simpaticos-diz-gomes-cravinho/20230621/6492ee94d34ef47b87552025
Mérito da Reportagem: Agência Lusa, BCE

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