Emprego em Portugal, necessidade de imigrantes qualificados.

Nota da O Apoio.

A reportagem abaixo trata diretamente de como a Europa (e mais especificamente Portugal) está tratando a escassez de mão de obra qualificada e as medidas que foram e ainda serão tomadas para incentivar a migração.

No caso dos profissionais brasileiros que queiram migrar, recomendamos que entendam bem seu mercado e analisem com profundidade sua realidade.

Geralmente o brasileiro peca pela falta de fluência em outra língua, principalmente a inglesa e isso desqualifica imediatamente o profissional, aqui na Europa.

A necessidade de mais um idioma, com total fluência, é uma realidade há mais de 30 anos e o Brasil ainda não investiu o suficiente.

Para quem já possui fluência... as portas de toda a Europa estarão abertas, mas para que não tem outro idioma, mas possui boa qualificação profissional, Portugal é a grande chance para os brasileiros.

Aqui, nesse pequeno país, precisamos de bons profissionais em praticamente todas as áreas produtivas, em todas as camadas organizacionais e em todas as localidades.

O salário em Portugal, comparado com alguns países europeus, é baixo... mas o custo de vida também é menor que nos países de maior renda. O principal motivo para estar em Portugal é que há espaço para crescer e isso é muito bom! Quem estiver aqui, crescerá junto com o país!

As condições de trabalho estão sendo revistas e ajustadas para que se garanta a qualidade e a segurança laboral.

O que é necessário para conquistar seu espaço, com segurança, aqui em Portugal?

Venha nos conhecer! Marque uma videochamada conosco!

Enquanto isso, leia a reportagem sugerida.

Abraço!

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Enfermeiros, canalizadores, analistas (e não só): UE desespera com falta de mão-de-obra e toma medidas para atrair estrangeiros


Se por um lado o desemprego na União Europeia caiu para mínimos recorde no século XXI (6%, em outubro, segundo o Eurostat), a taxa de lugar por preencher no mercado de trabalho, em vários setores, continua a subir e encontra-se, segundo os últimos dados, nos 3,1%. Assim, a Comissão Europeia calcula que, se atualmente 70% da população está em idade laboral, em 2017 a percentagem cairá para os 54%. Já a braços com grandes dificuldades em preencher os lugares necessários no mercado de trabalho, a situação tenderá a agravar-se.

Por isso, vários países e empresas já começaram a tomar medidas para responder ao problema e procuram atrair trabalhadores estrangeiros para o mercado europeu. Entre as medidas lançadas pelo Executivo europeu está a mudança da diretiva do ‘cartão azul’, que agora permite que migrantes altamente qualificados tenham maiores facilidades em vir trabalhar para Estados-membros da UE.

“Quer atrair médicos, engenheiros, esse tipo de perfil”; explica ao El País Javier Moreno, eurodeputado espanhol que defendeu a mudança, cujos resultados só se verão em breve, já que a medida ainda tem que ser transposta para as leis nacionais de cada país. Ainda, o responsável adianta que está a ser preparada nova revisão da diretiva de de visto de trabalho e mobilidade da UE, para trazer também para o territórios outros trabalhadores menos qualificados com o objetivo de responder à falta de mão-de-obra.

No relatório da Autoridade Laboral Europeia, de 2021, destacava-se que as profissões com maior necessidade de mão-de-obra estavam canalizadores, enfermeiros, analistas de sistemas, soldadores e motoristas de pesados

Desde abril que a Comissão já havia alertado que “A União Europeia precisa de responder à falta de mão-de-obra em determinados setores e regiões” mas, enquanto não há medidas comunitárias, vários países já encetaram medidas para responder ao problema.

Segundo os registos, a taxa de vagas por ocupar no mercado de trabalhado da UE (3,1%) é a mais alta dos últimos 20 anos. Entre os países onde a situação é mais grave estavam (em outubro) a Áustria (5%), a Bélgica e os Países Baixos (4,9%), a Chéquia (4,5%), a Alemanha (4,3%) ou a Islândia (3,6%). No mesmo período, do total de vagas no mercado de trabalho, Portugal não conseguia preencher 1,4%, abaixo da média europeia, mas isso não significa que o problema não tenha sido alvo de medidas próprias a nível nacional.

Por cá já há atrativos para os ‘nómadas digitais’, com um visto comum de residência e trabalho, para 180 dias, para os estrangeiros que queiram vir para Portugal para cumprir teletrabalho, mas o nosso País não é caso único. A Alemanha já reduziu a burocracia e homologou a atribuição de vistos de trabalho e permite agora a chegada de estrangeiros que ainda não tenham contrato, através de vistos temporários, França está a preparar uma nova legislação para facilitar a contratação de imigrantes sem documentação e refugiados em setores onde a falta de mão-de-obra é mais grave, como a construção civil, enquanto na Bélgica já há um visto ‘2 em 1’, de residência e trabalho.

Porque há falta de mão-de-obra?

A realidade muda conforme o país mas, em geral, na UE, o envelhecimento é apontado por especialistas como a principal causa de falta de mão-de-obra. Por casa pessoas acima dos 65 anos na UE, atualmente, há apenas outras 3 em idade para trabalhar, uma situação com tendência agravar-se.

Outro fator é a transformação do mercado de trabalho. “Perfis específicos são cada vez mais procurados, devido à consequência do mundo do trabalho para o mundo digital e ecológico. È importante notar que há setores com carências nos quais a qualificação não é propriamente alta”, assinala Wouter Zwysen, investigador do Instituto de Comércio da União Europeia (ETUI).

O responsável aponta outro aspeto, no mundo após a pandémica da Covid-19: “A recuperação económica tem sido mais vagarosa e mais baixa em setores mais mal-pagos e com as piores condições de trabalho (turnos longos e horários inflexíveis, contratos pouco sólidos)”. É o caso de setores como a hotelaria ou a restauração, que em Portugal, e desde a crise da pandemia, estão ‘desfalcados’ em termos de trabalhadores.

Outro aspeto apontado pelos especialistas que contribui para a falta de mão-de-obra é a falta de correspondência entre os trabalhadores formados em cada País e a crescente procura por determinadas funções, perfis ou profissões. Veja-se, por exemplo, em Portugal, a falta de médicos no Serviço Nacional de Saúde, que tantas vezes tem sido apontada como um problema urgente a resolver. Ainda, ao El Mundo os especialistas apontam que, em alguns setores e profissões, quem chega de fora e é qualificado, não vê esse reconhecimento na UE: “Tenho amigos engenheiros que são obrigados trabalhar como baby-sitters ou empregados de restaurante”, aponta Benito Castillo, filipino que trabalha na associação de ajuda e integração de migrantes Eamiss, em Barcelona.

E finalmente, aponta Ramón Mahía, professor de Economia Aplicada da Universidade Autónoma de Madrid, o principal problema em Portugal, Espanha e Itália, são os salários baixos e pouco atrativos em alguns setores específicos. “No setor da hotelaria ou no interior, não só há um problema de falta de mão-de-obra, mas também de salários e condições de trabalho. Está cada vez mais difícil para as empresas encontrarem trabalhadores qualificados e disponíveis a estarem sujeitos a determinadas condições laborais, porque algumas vezes são francamente incomportáveis”, termina o especialista.


Fonte: Human Resources – SAPO

https://multinews.sapo.pt/noticias/enfermeiros-canalizadores-analistas-e-nao-so-ue-desespera-com-falta-de-mao-de-obra-e-toma-medidas-para-atrair-estrangeiros/

Mérito de Reportagem: Pedro Zagacho Gonçalves


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