A indústria da tecnologia viveu um ano muito diferente, em que as tendências de crescimento depararam-se com ventos contrários do ponto de vista macroeconómico e geopolítico, de acordo com o novo estudo “Estado da Tecnologia Europeia 2022“ da Atomico. Portugal contraria a tendência, ao ser um dos países com maior taxa de emprego dentro do setor, com mais do dobro da proporção comparativamente aos restantes mercados europeus.
Em junho de 2022, o volume de investimento em tecnologia europeia era 4% superior face ao período homólogo de 2021. No entanto, a queda acentuada no capital de investimento no segundo semestre do ano indica que o investimento total ficará aquém do volume recorde do ano passado (100 mil milhões de dólares), ficando-se pelos 85 mil milhões.
Apesar deste ser considerado o ambiente macroeconómico mais difícil desde a Crise Financeira Global, o investimento deste ano será mais do dobro de 2020 (38.8 mil milhões de dólares).
No que diz respeito a Portugal, no primeiro semestre de 2022, registaram-se um total de 133 rondas de financiamento de 100 milhões de dólares ou mais, ultrapassando os totais dos anos de 2019 e 2020 juntos. No entanto, com apenas 37 rondas de financiamento desta dimensão no segundo semestre do ano, estamos perante uma quebra generalizada do número de grandes rondas de financiamento.
Além disso, 82% dos entrevistados fundadores neste estudo acreditam que é agora mais difícil aceder a capital de risco do que há 12 meses, apesar de em Portugal o investimento ter aumentado 3.4 vezes face ao ano passado.
Além disso, os layoffs têm sido inevitáveis, mas Portugal tem dos índices mais elevados de emprego no setor da tecnologia, sendo um dos países com maior taxa de emprego dentro do setor, com mais do dobro da proporção comparativamente aos restantes mercados europeus.
Até à data, foram despedidos mais de 14.000 trabalhadores de empresas sediadas na Europa, equivalente a 7% do total de layoffs de trabalhadores a nível mundial. Na maioria dos países europeus, o índice de oportunidades de emprego em tecnologia categorizadas como “difíceis de preencher” (o que significa que permaneceram sem preenchimento por mais de 60 dias) aumentou em 2022 em comparação com 2021.
Portugal é o único caso atípico onde se registou um declínio nos empregos “difíceis de preencher”, embora partindo de um ponto de partida elevado de 57%.
Destaca-se por fim, que apesar dos dados do setor, a inovação continua a registar um ritmo acelerado e 77% dos participantes deste estudo estão confiantes no futuro da tecnologia europeia a partir de 2023.
Fonte: Executive Digest – SAPO
https://executivedigest.sapo.pt/portugal-e-dos-paises-com-maior-taxa-de-emprego-dentro-do-setor-das-tecnologias/
Mérito de Reportagem: Beatriz Cavaca
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