Rosseti Engenharia precisa de 300 técnicos até ao fim do ano.


Empresa espera, em cinco anos, estar a faturar mais de 100 milhões. Crescimento será alavancado com a associação aos chineses da CMEC.

A Rosseti Engenharia, empresa especializada em energias renováveis, e que está envolvida na construção do maior parque fotovoltaico da Europa, da Iberdrola, em Cáceres, bem como na implementação já no terreno, no Alentejo, do primeiro projeto resultante do leilão solar do governo português em 2019, quer multiplicar por 16 ou 17 o seu volume de faturação, nos próximos cinco anos. A falta de mão-de-obra é uma preocupação.

 

Com sede em Braga e escritórios no Brasil e nos Estados Unidos, a Rosseti Engenharia dá emprego a 400 pessoas em todo o mundo, das quais 80 em Portugal. Com a faturação a duplicar a cada ano, a empresa fechou 2020 com vendas de seis milhões de euros e, neste ano, tem já 10 milhões em carteira. Espera chegar aos 30 ou 40 milhões até ao final do ano. O objetivo, a cinco anos, é faturar mais de 100 milhões e, para dar corpo esse crescimento, vai investir 10 milhões de euros na expansão da fábrica, em Braga, e na aquisição de equipamentos. A falta de pessoal é um problema.

"Precisamos, nos próximos seis meses, de contratar mais 200 a 300 pessoas. Não é pessoal indiferenciado, são técnicos com conhecimentos de eletricidade e de mecânica no terreno.

É muito difícil, vai ser um grande desafio", diz o CEO da Rosseti, que admite já fazer importações temporárias de quadros, a partir da Ásia ou de países da Europa Central, como a Bulgária ou a Hungria, para o desenvolvimento de projetos específicos, "dando-lhes todas as condições e salários adequados", garante.

 

Para alavancar o crescimento, a empresa está a negociar uma injeção de capital de risco. Além disso, associou-se à CMEC-China Machinery Engineering Corporation, a maior companhia de engenharia na China, que opera em mais de 150 países e conta com mais de 3800 trabalhadores. Com um volume de faturação de 2,9 mil milhões de dólares em 2020 (haviam sido 4 mil milhões em 2019), a empresa tinha, a 31 de dezembro, ativos totais avaliados em 7,8 mil milhões de dólares.

 

"A associação à CMEC dá-nos acesso a financiamento bancário e, sobretudo, dá-nos as condições necessárias para entrarmos em projetos de dimensão muito superior, com a garantia ao cliente de que terá acesso à matéria-prima necessária, a tempo e horas, que neste momento é um dos maiores problemas que existe no mercado", diz Pedro Martins.

 

A CMEC atua também no negócio das baterias, do hidrogénio, dos painéis fotovoltaicos e dos painéis flutuantes. Recorde-se que o governo anunciou já que o leilão solar de 2021 será para instalar painéis flutuantes nas albufeiras das barragens.

 

No imediato, a intenção dos dois grupos é apresentarem-se aos vários concursos em regime de agrupamento complementar de empresas, embora, a prazo, esteja em cima da mesa uma entrada da CMEC no capital da Rosseti. "Nós temos 10 milhões neste momento em carteira, com esta associação esperamos, nos próximos seis meses, conseguir garantir um projeto de 20 ou 30 milhões de euros em Portugal que são aqueles a que estamos a concorrer. Há um pipeline enorme", diz. Além disso, a Rosseti espera fortalecer a sua expansão internacional, a partir de Portugal, com atenção especial ao Brasil, África e, claro, aos países da Europa do Sul.


Fonte: Dinheiro Vivo

https://www.dinheirovivo.pt/empresas/rosseti-engenharia-precisa-de-300-tecnicos-ate-ao-fim-do-ano-13780996.html

Mérito de Reportagem: Ilídia Pinto


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