Fundada em maio de 1985, a Promecel, uma empresa de
capitais privados, que pertence à indústria metalomecânica e tem quatro sócios
portugueses, vai investir numa nova fábrica, em Braga, que “estará concluída no
final deste ano”.
A empresa Promecel, com atividade no mercado do setor
elétrico e de componentes mecânicos, revelou esta segunda-feira que vai
construir uma nova fábrica, em Braga, até ao final deste ano, num investimento
avaliado em 2,5 milhões de euros.
Fundada em maio de 1985, a Promecel, uma empresa de
capitais privados, que pertence à indústria metalomecânica e tem quatro sócios
portugueses, vai investir numa nova fábrica, em Braga, que “estará concluída no
final deste ano”, devendo “o processo de mudança de instalações iniciar-se em
novembro”, já que as novas instalações distam 300 metros das atuais, disse à
Lusa o sócio-gerente, José Manuel Silva.
“As atuais estão vendidas — acordadas. No final de
2018 tínhamos adquirido um terreno de cerca de 22 hectares e vamos construir
uma fábrica que terá perto do dobro do espaço que temos atualmente”, explicou,
exclamando: “Este ano tem de ser!”. Com o processo de mudança a iniciar-se em
novembro e dado que a empresa tem muitos equipamentos, “não vai ser nada fácil,
estando a fazer essa transição e, simultaneamente, a trabalhar e a entregar
material aos clientes”, assinalou o gestor.
E prosseguiu: “Há equipamentos que nem sequer vão ser
trocados, serão novos equipamentos a instalar na nova fábrica. Por exemplo, há
um novo equipamento que acabámos de comprar e não temos como fazê-lo sem o
auxílio do fabricante, pois não há técnicos especializados”.
A empresa espera que em 2026/2027 tenha recuperado o
investimento total realizado na nova unidade fabril, não se tendo endividado
para o fazer.
Inicialmente, a Promecel estava muito direcionada para
os produtos elétricos, normalmente redes de média e baixa tensão.
A empresa, que iniciou a sua internacionalização em
1992, possui atualmente uma “estratégia clara de elevada exigência técnica” na
abordagem aos mercados externos, afirma ter os “mais avançados meios de
produção e de controlo” e conta com 94 trabalhadores com um alto nível de
especialização, disse o gestor.
Os seus clientes, por sua vez, pertencem aos mais
diversos setores de atividade, sendo que a empresa dispõe cinco setores
distintos (maquinação, fundição, estampagem, galvanoplastia e montagem) que
podem trabalhar em conjunto para obter o produto final.
A empresa, apesar de não ter tido “grandes crises ao
nível de trabalho, teve algumas crises societárias”, recorda à Lusa o gestor,
explicando que em 2012, o outro sócio fundador saiu e a empresa Resul (ligada
ao setor das ‘utilities’), comprou a participação desse sócio.
“A Resul ficou maioritária e vendeu-me, bem como ao
meu pai [Armando Silva, um dos fundadores da empresa], a metade da sua posição,
trouxe um colega para a gestão, e ambos assumimos a gerência”, recorda.
Na altura, a fabrica “não estava em boas condições
financeiras”, pelo que foi traçado um plano de recuperação para finalizar em
2016, pelo que a Promecel financeiramente “deu uma volta por completo”,
tendo-se feito uma recuperação total, lembra o gestor.
Mas em 2017, devido à crise do petróleo e à exposição
da Resul ao mercado angolano, o mesmo tipo de problemas que se observaram em
2014 e que a Resul ajudou a resolver, começaram a fazer-se sentir, pelo que o
gestor acabou por comprar em 2018 maioria do capital.
A Promecel tem agora quatro sócios: José Manuel Silva
(sócio-gerente), Armando Silva (sócio minoritário) e dois colaboradores que,
desde 2020, passaram a ter uma participação mais pequena.
A empresa basicamente não trabalha para o mercado
nacional, tendo-se focado no mercado externo, nomeadamente europeu.

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