“Enfrentamos várias crises ao mesmo tempo, entre elas,
a crise climática e social de desemprego, subemprego e precariedade, que afetam
diretamente a maioria da população mundial. A boa notícia é que é possível
resolver estas crises em simultâneo, porque a descarbonização da economia vai
dar muito trabalho”, defendeu o porta-voz da campanha, Sinan Eden.
O relatório explica que Portugal dispõe de cinco a 10
anos para “mudar o curso da civilização humana e iniciar uma transição
energética profunda”, visto que, segundo o Paris Equity Map, Portugal tem até
2030 para cortar mais de 75% das suas emissões de gases com efeito de estufa.
Os empregos gerados teriam como objetivo, avança o
comunicado, cortar emissões e combater o aquecimento global.
“São empregos dignos, com condições justas,
respeitadores das regras de proteção do ambiente, higiene, saúde e segurança no
trabalho, criados numa ótica de serviço público nos vários setores chave para a
transição energética e corte de emissões – energia, transportes, indústria,
agricultura, resíduos e floresta”, esclarece Sinan.
O estudo sugere que, tal como existe um Serviço
Nacional de Saúde para garantir o direito e acesso público à saúde, seja criado
também um “Serviço Nacional do Clima”, para assegurar “todo o trabalho
necessário à transição para um planeta habitável, bem como o acesso públicos
aos seus recursos”.
A campanha Empregos para o Clima, lançada em Portugal
em maio de 2016, exige a criação massiva de novos empregos no setor público, em
setores como a energia, os transportes, a floresta ou a construção, com o
objetivo de reduzir drasticamente as emissões de gases com efeito de estufa.
Fonte: Executive Digest - SAPO
https://executivedigest.sapo.pt/ser-mais-amigo-do-ambiente-gera-mais-emprego-portugal-pode-gerar-200-mil-empregos-se-cortar-85-das-emissoes/
Mérito de Reportagem: Ana Sofia Ribeiro

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