Quanto ganha um CEO nos diferentes sectores de actividade? Estudo dá a resposta (e identifica quais estão a recrutar mais)
A Page Executive
Portugal realizou um estudo salarial Executive/C-Level sobre principais funções
de direcção e as tendências de recrutamento destes quadros no País, onde
destaca a sofisticação das políticas remuneratórias, o reconhecimento pessoal e
profissional e a progressão de carreira quanto à retenção do talento sénior nos
vários sectores.
As políticas remuneratórias cada vez mais variáveis, tanto em
termos qualitativos como quantitativos, assim como a crescente preocupação com
a segurança do emprego, transversal aos vários sectores, são duas tendências
que a marca do Page Group, exclusivamente dedicada ao recrutamento de executivos,
destaca na análise feita.
Por outro lado, o ambiente profissional cada vez mais
competitivo, incerto e globalizado, em conjunto com fenómenos não controláveis,
tem dificultado atrair e reter profissionais C-level, dado que estes
profissionais valorizam não só a estabilidade salarial como benefícios
complementares ao salário fixo e variável, ou seja, bónus de saída e bónus
garantidos.
O estudo debruçou-se também em identificar os benefícios mais
comuns para os trabalhadores, tais como o automóvel, seguro de vida, de saúde,
regalias associadas à saúde e bem-estar, subsídios para os filhos, dedicados à
educação, formação, habitação, férias e alimentação. O “salário emocional”, tal
como a Page Executive Portugal define, associado à flexibilidade, diversidade,
inclusão e responsabilidade social corporativa, é tido em consideração na hora
de avaliar o pacote remunerativo, dado que ajuda a mitigar as incertezas.
Foram avaliados vários sectores, cujas conclusões diferem:
Banking & Insurance:
Para a função de CEO, nas empresas com um volume de negócios
superior a 250 milhões de euros, a remuneração fixa situa-se a partir de
195 mil euros e variável entre 15-35%, informa o estudo,
notando uma diversificação nas actividades e negócios não tradicionais. Isto
contribui para o aumento da atracção de talento e perfis mais transversais,
numa altura em que a digitalização e inovação têm forçado as instituições
financeiras a procurar profissionais com conhecimentos técnicos aliados a uma
clara orientação para o mundo digital.
Ainda que sejam sectores com um padrão mais conservador, os
executivos valorizam o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal,
apostando “num ambiente de trabalho dinâmico, em planos de carreira bem
definidos, na mobilidade interna e noutras políticas que promovam a retenção de
talento”. Quanto à remuneração salarial, enquanto se regista uma redução nas
remunerações variáveis, os salários fixos mantêm-se estáveis.
Finance:
Nas empresas com um volume de negócios superior a 250 milhões de
euros, a função de CEO tem uma remuneração salarial fixa de 180 mil
euros e variável entre 20-40%, num sector em que a
competitividade salarial é decisiva para a retenção do talento, o que leva as
empresas a procurar parceiros de negócio estratégicos, com proximidade às
operações e aos desafios de gestão.
A Page Executive Portugal destaca a procura por determinadas
competências como a experiência em gestão de equipas e capacidade de trabalhar
sob pressão e nota que “os melhores profissionais do setor não procuram apenas
um salário competitivo e benefícios, mas valorizam fatores como o
desenvolvimento profissional, a mobilidade internacional e a proximidade ao
negócio e à tomada de decisão”. Relativamente aos perfis de direção mantêm-se
como prioridade, a estabilidade no longo prazo, o equilíbrio entre a vida
pessoal e profissional e a projecção nacional e internacional, o que levou a um
aumento do ordenado destes cargos.
Sales & Marketing /
Retail:
Um profissional que exerça a função de CEO nas grandes empresas,
com um volume de negócios superior a 250 milhões de euros, tem uma remuneração
salarial fixa a partir de 280 mil euros e variável entre 20-40%,
indica o estudo, ressalvando que ambos os sectores estão numa fase de
ajustamento e de procura de posições de desenvolvimento de negócio, seja a
nível nacional ou internacional, principalmente funções com base em Portugal.
Quanto ao perfil para preencher as vagas de Marketing,
procuram-se agora profissionais mais ligados à comunicação e activação. Já no
Retalho, a pandemia da Covid-19 obrigou a acelerar os projectos de
digitalização, ao mesmo tempo que é necessário dar ainda mais atenção à
proximidade e experiência do cliente. A aposta no Marketing e E-Commerce
mantem-se assim como a procura dos perfis executivos focada no posicionamento e
visão estratégica e ainda no “know-how” técnico, numa altura em que a
digitalização e a presença online continuam a continuam a expandir-se. As
competências comunicacionais, argumentativas e de persuasão são cada vez mais
valorizadas bem como a capacidade de gerir o tempo.
Healthcare & Life
Sciences:
O cargo de CEO, nas empresas com um volume de negócios superior
a 250 milhões de euros, tem uma remuneração salarial fixa a partir de
240 mil euros e variável entre 40-50%, declara a análise ao
salientar que este sector cresceu bastante como consequência da necessidade de
se acelerar os ensaios clínicos e encontrar novas vacinas e soluções para
doenças, com os centros de investigação, empresas de biotecnologia e start-ups
a acompanhar esta evolução.
Ao nível dos perfis de direcção, no perfil comportamental é tida
em consideração a capacidade de liderança, num contexto de crescimento
controlado, planeado e tendencialmente com ciclos mais alargados. Prevê-se que
os profissionais de saúde continuem a estar sujeitos a um período de
transformação, exigindo novos tipos de competências. A grande procura por
perfis para ocupar vagas nesta área foi utilizada como um trunfo pelos
trabalhadores nas negociações salariais, quando exigiram um pacote mais
atrativo, tal como aconteceu para funções mais estratégicas.
Human Resources:
Um CEO, com funções nas empresas com um volume de negócios
superior a 250 milhões de euros, tem uma remuneração salarial fixa a partir de
150 mil euros e variável entre 20-40%, revela o estudo ao
destacar que os profissionais deste sector se assumem cada vez mais como
cruciais para uma rápida adaptação a novos contextos, tanto ao nível de
procedimentos como no ajuste das estruturas internas face às novas dinâmicas.
O teletrabalho teve uma grande influência nesta área, dado que
obrigou a encontrar novos processos, procedimentos e formas de trabalhar, em
curtos espaços de tempo, responsabilidade que ficou a cargo das equipas que
exercem estas funções. Com tal, está a ser feito cada vez um maior investimento
por parte das empresas na gestão e desenvolvimento dos seus talentos, com
políticas avançadas de recursos humanos onde o foco está numa abordagem
analítica e interdisciplinar, recorrendo-se à tecnologia para promover a
procura de perfis transversais que contribuam com conhecimentos especializados
como por exemplo finanças, análises de dados e tecnologias de informação.
Relativamente ao pacote salarial, continua a ser um factor
importante, mas não decisivo, sendo que outros benefícios como a cultura e
clima organizacional, oportunidades de formação, desenvolvimento e crescimento,
bem como o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional são cada vez mais
importantes na tomada de decisão.
Information Technology:
Nas empresas com um volume de negócios superior a 250 milhões de
euros, a função de CEO tem uma remuneração salarial fixa a partir de
140 mil euros e variável entre 20-40%. A procura de
profissionais estratégicos e especializados na área das Tecnologias de
Informação está a aumentar, assim como a valorização do conhecimento técnico
das TI e experiência/conhecimento de negócio, exigindo-se uma combinação das
hard skills com as soft skills, de forma a reforçar a importância das
competências de liderança, comunicação, empatia e orientação para a resolução
de problemas.
Ainda que o pacote salarial ainda seja crucial para os
candidatos deste setor, existem outros fatores que influenciam a sua decisão,
tais como: a natureza do projecto, o ambiente tecnológico, as responsabilidades
da função e a possibilidade de trabalhar totalmente em regime remoto. O salário
associado a estes cargos tem vindo a aumentar proporcionalmente à procura
destes talentos no mercado.
Engineering &
Manufacturing:
Já um CEO que trabalhe nas empresas com um volume de negócios
superior a 250 milhões de euros, tem uma remuneração fixa a partir de 160 mil
euros e variável entre 30-50%. Este sector tem visto
empresas a terminarem as suas actividades, a mudar totalmente os seus processos
e, até a sua produtividade, o que resultou no aumento na procura de
profissionais de Logística e Supply Chain, onde existem mais vagas do que
candidatos, salienta o estudo. Os salários ao nível de direcção mantiveram-se
ao longo do último ano e prevê-se que assim se mantenham este ano.
A forte cultura empresarial é a nova aposta destas empresas, com
planos de carreira bem definidos e possibilidade de mobilidade interna para
atrair os executivos mais bem preparados. O pacote salarial é cada vez mais
competitivo, o que cria uma tendência de disputa de talento, principalmente nas
funções de gestão de topo.
Tax & Legal:
Num escritório nacional, a remuneração fixa de um profissional
situa-se entre os 96-160 mil euros e variável entre 20-30%, enquanto num
escritório internacional, a remuneração oscila entre 144-192 mil
euros, mantendo-se a idêntica percentagem da parte variável. A
Page Executive Portugal faz notar o aumento de pedidos numa óptica de redução
de custos com a externalização de serviços por parte das Sociedades de
Advogados, que optam apostar na incorporação de perfis bastante séniores, com
carteira de clientes relevante e com o objectivo de desenvolver ou criar
departamentos de raiz.
Nas áreas de prática, destacam-se as de Direito Imobiliário,
Corporate e M&A, Laboral, Contencioso Civil e Comercial, Fiscal e Direito
Público, com uma tendência notável para a preferência de integração em Cliente
Final tanto no momento de atrair talentos como no plano de carreira. Já quanto
aos pacotes salariais, mantiveram-se estáveis, ainda que tenham existido
mudanças na remuneração variável.
Olhando para os resultados, José Peixoto, Principal, Page
Executive Portugal , salientou: «Uma organização cujo propósito se baseie em
colocar as pessoas no centro da sua estratégia, procurando flexibilizar e
acomodar diferentes culturas, referências e valores, será encarada como um
empregador mais atrativo no mercado de trabalho. A longo prazo, as empresas que
consigam atrair e reter os melhores talentos, irão alcançar certamente um
melhor posicionamento relativamente aos seus concorrentes. A remuneração
— fixa e variável— em conjunto com os benefícios sociais e o salário emocional
continuam a ser, atualmente, os fatores essenciais para a construção de uma
equipa de excelência em termos de rendimento e motivação.»
Fonte: Human Resources – SAPO
Mérito de Reportagem: Margarida Lopes
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