A escassez de mão de obra é um dos principais desafios do mercado atualmente, e este cenário custa às empresas 1,2 mil milhões de euros (1,3 mil milhões de dólares) por ano. No entanto, acredita um estudo recente, a migração de trabalhadores pode ajudar.
O relatório “Questões de Migração: Uma Causa Humana com um Business Case de 20 biliões de dólares”, elaborado pela Boston Consulting Group (BCG), em colaboração com a Organização Internacional para as Migrações das Nações Unidas, mostra um dado preocupante.
Numa análise às 30 maiores economias do mundo, concluiu-se que a escassez estrutural de mão de obra está a custar a estes países mais de 1,2 mil milhões de dólares por ano. Para resolver este problema, conclui o estudo, para além da prática de salários mais elevados, a automatização, a educação e a requalificação sejam todos necessários para resolver este problema, as empresas devem também aceitar a migração.
O mesmo estudo mostra ainda que o impacto económico da migração global deverá atingir os 18,8 mil milhões de euros (20 mil milhões de dólares) por ano até 2050.
“É essencial que as empresas mudem de atitude em relação à migração se querem ganhar uma vantagem competitiva”, afirma Johann Harnoss, Partner & Associate Director de Inovação da BCG. “O que é hoje um custo de oportunidade de mais de 1 bilião de dólares, pode tornar-se numa oportunidade de 20 biliões de dólares até 2050. Há certamente um business case em relação à migração, mas permitir que esta seja segura e legal é também uma questão de justiça global”.
Por sua vez, Ugochi Daniels, diretor-geral adjunto da OIM, defende que “investir em migração segura, ordenada e digna não é apenas o mais correto, mas também o mais inteligente a fazer para o setor privado”.
O relatório mostra que 3,6% da população mundial vivem atualmente fora do país onde nasceram, e que os CEOs apoiam a migração, com 72% dos executivos a acreditar que esta é benéfica para o desenvolvimento do país, contra 41% do público em geral nestes países.
95% dos CEOs afirma que pretende criar equipas mais diversas a nível global e 80% toma algumas medidas a este respeito, mas apenas 5% o faz de forma a garantir um impacto de longo prazo.
O relatório aponta ainda para algumas recomendações que as empresas devem colocar em prática para adotar a emigração, como:
- Desenvolver uma estratégia global para o talento: Adotar novas normas linguísticas, globalizar as contratações, utilizar novas plataformas de recrutamento para descobrir talento ignorado e permitir operações mais remotas.
- Implementar uma estratégia de inovação global: Aproveitar a variedade cognitiva de equipas globalmente diversas, através da criação de redes de migração e de programas de “externship”, e defendendo as diferenças.
- Defender os direitos humanos a nível global: Aceitar e proteger os direitos dos migrantes antes, durante e depois da migração, assegurando que as práticas empresariais estão alinhadas com os padrões internacionais de trabalho. O envolvimento empresarial reforça as estruturas de governação que protegem e salvaguardam os direitos dos migrantes e é vital para desenvolver percursos migratórios mais sustentáveis e legais.
Fonte: Executive Digest– SAPO
Mérito de Reportagem: André Manuel Mendes
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